Me deu aquele nó na garganta depois dessa nossa ultima conversa. Típico de despedida.
Acontece também quando a gente tem que terminar o que nunca começou, e quando a gente deve, mas não quer fazê-lo.
Foi só um abraço, alguns olhares e sorrisos bobos, momentos simples e rápidos como aquelas nuvens carregadas de chuva no verão. Estávamos sem querer, mas querendo, nos envolvendo mais, nos deixando levar... Até que caíssemos na real, o que poderia ter começo teria um fim, sim, mas não tão feliz. Em tão pouco tempo construímos tanto, mas nos esquecemos que qualquer construção precisa de base, fundamento. E fomos insensatos, levantamos um edifício onde já havia outro. Desmoronei, com o prédio e a esperança que eu construí. Não adiantava mais insistir ficar de pé, os problemas tinham que surgir pra balançar tudo, tirar as coisas do lugar.
Sejamos francos, não daríamos certo, somos diferentes demais e muita coisa precisaria mudar.
Mas talvez, se fosse em outra situação dava pra arriscar, mas não assim, não desse jeito.
O nó apertado quase sufoca o choro que quer sair gritando, mas eu ainda tô tentando sufocar a vontade... de te ver, te mandar sms, ligar pra te ouvir com aquela voz de sono às 00:00h.
É triste ter que acabar com o que a gente não quer acabar, mas se faz necessário quando não se pode continuar. Vai em paz, te deixo livre, e não esqueça que eu sempre te desejei boa sorte!