terça-feira, 9 de outubro de 2012

Épico



Devolva-me a alma,
Que insana levastes contigo em teus lábios,
Entretecida junto tua,
Apresento-me quase morto a teus pés.

Devolve-me,  dispo-me de meu orgulho para suplicar-lhe um beijo doce,
Pois com um roubaste-a de mim.
Insípido e descontente ficou meu coração que luta pra bater já sem vida.
Deixaste amargo o que era mel, enganaste-me deixando o indissolúvel sabor do teu amor,
E de maneira desordeira e desonesta iludisse-me, com a chance de por um minuto me perder
Em teus abraços e beijos...
Nos devaneios que sentes, não sejas assim tão cruel.
Menina, mulher. Que tão inocente se parece, mas tem a astúcia de quem já muito viveu.
Carregas no olhar um leve brilho de doçura e vingança.
Não sejas assim comigo!
A caso eu te fiz algum mal?
 Não disse que te amava?
O que te fiz ?
Apenas deixei contigo a minha alma, desejo, alegria ...
E me retribuis deixando-me apenas dor?!
Quem me dera menina, ser um tanto mais esclarecido e estar mais um pouco lúcido,
Para poder por mais tempo distrair-me com outros pensamentos que não sejam você. E sentir outros cheiros que não o do teu perfume. Ver outros rostos que não o seu na face de todos que cruzam meu caminho.
Me embriago nas lembranças doloridas e esqueço de quem sou... Estou perdido!

Devolva-me a alma!
-Suplico.
Estou mergulhado de tristeza e quase afogado de angústia.
Dá-me, devolve-me a vida!
A quero de volta, mesmo amarrotada, pisada. 
-Preciso viver!

Ponde-a na ponta de tua língua e deposite-a na minha boca, para que eu volte a respirar e estancar esse sofrimento. Pois cada batida no meu coração é como espinhos no meu peito aberto das feridas que me causaste. Faz-me ouvir ao menos o nítido som da tua voz, para que de maneira ilusória eu o consiga distrair  por mais alguns segundos.
Encosta teus lábios nos meus,
E assim poderás escolher entre devolver-me a alma, ou entregar-me a tua.
                                                                       
 -Tamires Lima.

3 comentários: