Toc, toc...!
- Oi.... O que deseja?
Sou mecânico, me disseram que tem algo quebrado aqui.
-Ah! sim, sim, claro. A pia está quebrada. Entre, vou lhe mostrar.
-Com licença.
Enquanto entrava, o moço observava tudo dentro da casa, e a mulher meio constrangida ia tirando as coisas da frente, arrumando o que podia. - Se eu soubesse que ia chegar alguém, eu teria arrumado a casa, você me pegou desprevenida, não olhe a bagunça, por favor.
-Não se preocupe, Não vim pra dizer o que precisa ser arrumado, vim pra concertar o que está quebrado.
A mulher teve uma reação estranha, ficou sem saber o que dizer, levantou os ombros e fingiu não se importar com as palavras que soaram em duplo sentido pra ela.
Enquanto ele estava concertando a pia da cozinha, o homem estava atento a tudo que se passava naquela casa. Especialmente como a mulher se comportava, como ela vagava pela casa de um lado pro outro, meio perdida, desnorteada, ainda que estivesse onde sempre esteve, era como se nunca estivesse lá.
Num dado momento, O homem lhe dirigiu a palavra: - Minha senhora, a pia já está concertada, há mais alguma coisa que precisa ser?
-Não. Era apenas isso mesmo. Quanto lhe devo pelo serviço?
- Não precisa pagar nada, desde que me deixe concertar apenas mais uma coisa.
-Como assim? Não, não... Sou honesta, gosto de pagar os serviços que me fazem.
-Não se preocupe com o pagamento, tudo já está quitado.
Aquele diálogo parecia ser o mais confuso de todos que aquela simples mulher havia tido em toda sua vida. Mas lhe soava confortável, a cada fala e cada expressão no rosto daquele homem. Ele ainda não havia se apresentado e ela estava tão desligada que nem percebeu que até então tinha um estranho dentro da própria casa.
-Vamos dizendo logo quanto o senhor quer pra gente terminar logo com isso.
-Calma. Antes, a senhora pode me dá um copo d'água?
-Posso.
- A senhora sabia que tem uma água que mata a sede pra sempre?
- Não.
Ela mostrava-se pouco interessada, porém estava curiosa a respeito do que ele falava.
-Onde posso comprar?
- Eu trouxe hoje pra senhora, que bebe-la?
Tanto receio lhe cobria o coração, ao ponto de não saber mais como reagir com a insegurança e medo que surgiam.
- Vejo que a senhora anda impaciente, não carrega alegria no rosto nem fé no coração. Está descontente com a vida e anda sem sentido algum.
-Como sabe disso tudo? Andou me investigando ou notou isso hoje, aqui na minha casa? Veio fazer o que de verdade? Me julgar? O que quer de mim?
Essa era a brecha que ele precisava. Sem exitar lhe disse: - Sou Jesus, quem mata sua sede de espírito, quem satisfaz a sua alma e enche a sua vida de bens. Quem te conhece mesmo antes de você me conhecer. Sei não só o que se passa na sua casa, mas também no seu coração bagunçado, carente, frustrado...
Sou quem concerta vidas quebradas, quem refaz estruturas comprometidas, que restitui a alegria e a vida.
Vim te oferecer concerto, do qual você não poderá pagar. Pois já paguei com meu sangue o preço pelos teus pecados. Está tudo quitado. Vim pra dá-lhe, e presente se aceita ou não. É de graça mas você tem que escolher, se deixa eu entrar na sua vida, ou se me permitiu apenas entrar na sua casa.
- Mas Jesus, todo esse tempo o Senhor aqui e eu não sabia... Minha casa está uma bagunça, tudo fora de lugar, desmantelado... Se eu soubesse que era o Senhor...
-Filha, Deixa eu colocar tudo no lugar, deixa eu morar aqui com você, te ensinar como arrumar tudo, dirigir suas atitudes, suas emoções... Eu vou fazer morada não apenas no seu lar, mas dentro de você.
-Vem, Senhor. Vou reservar teu lugar. Jamais ninguém ocupará esse espaço. Eu me quebro e desfaço para que Tu construas em mim.
Aquela visita nunca foi embora, embora morasse em um lindo lugar, escolheu por amor habitar naquela humilde casa de barro, no quarto por ela reservado, dentro do seu coração.
gostei!
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