
Cristãos liberais tanto quanto radicais, tendem a cair no mesmo precipício.
Nem tudo convém, mas também nem tudo é pecado. Quem vive promiscuamente colhe um fruto fraco de um "evangelho fútil" que não resulta em transformação e santidade. Quem vive pondo peso onde a carga já eh pesada, não consegue caminhar e para. A radicalidade e/ou zelo excessivos podem ser sinais de ativismo religioso e não de amor e moderação. Os extremos tendem a se quebrar, pender, desmoronar.
Cristo não joga sobre nós fardos além da Cruz, pois a mesma é suficiente na vida e caminhada cristã, se o evangelho é sacrificial, é também libertador e não legalista ou descriminatório.
Quem regula é o Espírito Santo e a Palavra de Deus, não são as leis nem os mandamentos dos homens. A observância das Escrituras deve ser feita dirigida pelo discernimento e compreensão concedidos por Deus. Ninguém pode à seu bel-prazer deleitar-se nas interpretações da Bíblia.
Temo pelos liberais. Temo ainda mais pelos "radicais", a queda de quem está, ou pensa que está por cima e mais alto, é maior e isso sempre dificulta a recuperação. Condenar, criticar, apontar e não se enxergar, são práticas vistas constantemente entre esse tipo de "cristãos". Já quem está à um passo do mundo, reconhecer que nunca foi cristão de verdade e que precisa de Jesus e do seu perdão é mais fácil, pois mesmo com a vida desleixada, ouvindo a Palavra de Deus que não volta vazia, uma hora o Espírito aponta e chama para uma vida santa e reta diante de Deus, ou sai de vez e quebra a cara no mundo, depois volta como filho pródigo. Acredito assim numa reconciliação menos revoltosa.
Somos seres espirituais e carnais também, precismos nos lembrar que nem sempre estamos sendo dirigidos pelo Espírito, e que nossa vida precisa estar pautada na Palavra de Deus para que encontremos o equilíbrio e assim possamos viver um cristianismo sadio e livre.
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