Sentiu o
coração sorrir depois de tanto medo enrustido e tanta insegurança guardada.
Sempre tão ciente de onde pisa, resolveu arriscar, pagar pra ver.
Deixou livre não só as mãos e os pés, mas a cabeça que a impedia de
experimentar, quis dar novo nome às cores e rumo à vida, sentindo que nem tudo
é pecado, nem é tão pesado quanto parece ser.
Quis voar, porque se permitiu viver, mas com os pés bem firmes no chão
não se iludiu, soube ser realista sem afogar os sonhos.
Andou vagando até achar guarida, e quando encontrou soube ser grata e
retribuir.
Uma música soou bem nítida à seus ouvidos e ela pôde perceber que dava
pra caminhar conforme o som, mas também podia compor novas canções.
Não precisava mais ter provas para crer, e nem ter tudo para investir,
foi conquistar durante a caminhada, e sem medo de se perder não quis fugir
dessa vez. Caminhou só, alguma parte do caminho, em outras encontrou amigos,
mas não se sentia desnorteada, sabia bem por qual estrada estava indo e onde
queria chegar.
Agora ela podia ver o azul por trás das nuvens brancas e o sol que às
vezes se escondia, até a noite ficou mais atraente, a escuridão não
a amedrontava mais, afinal, tinha uma lua lá em cima e as estrelas
pontilhavam o céu de brilho e certezas.
Quem dera tivesse decidido viver assim antes, e se libertar das prisões
causadas e criadas por ela mesma.
Mas nunca é tarde, que bom que ela decidiu a tempo.

Achei lindo. Texto leve, tão leve, que leva um pedacinho do teu coração. *_*
ResponderExcluirSim! *--*
ResponderExcluirValeu Pretume ^^