Dor no peito e de cabeça,
desce o morro, sobe a serra, esbanja beleza, destila veneno.
Grita a canção, sobra o tempo, pisa o chão, chora.
Explode a raiva, acalma o coração, salta o pé, olha o céu.
Corre, desce a favela, brinca a criança, chama a mãe, hora da janta.
Debaixo do sol a lareira na varanda, a lua linda canta e o vento traz o som
da brisa fria e a maré, maresia.
Ferrugem na grade, segura as pontas, suporta forte a saudade.
Arruma o quarto, ajeita no cabelo o laço, pinta a cara, cheira a flor.
Beija, olha no olho rejeita a dor, dor no peito e de cabeça.
Desapontamento bate, lembra da tristeza e da maldade, volta pra casa, Maria.
Entra no táxi, pega metrô, lancha, lança fora o choro. Engole o bolo e parte.
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