quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Uma carta para Lili



Ah, minha amiga. Você faz planos, tem sonhos e quer voar. Isso é bom, mas não é viver. Enquanto passa tempo pensando, perde tempo de viver a vida. 
Não vim cortar suas asas, acredite! Tô aqui pra outra coisa. 
Quero te dizer que a gente tem que saber voar, tem que ter noção da altura que quer atingir e direção de onde se quer chegar. Não basta sonhar e ficar imaginando como pode ser, mas também não serve sair a toa, batendo asas sem rumo, sem pensar nos riscos de uma escolha como essa.
Minha flor, gosto tanto de você que não quero te ver morfando, guardando-se em gavetas, se isolando do mundo. Mas também não quero te deixar sair pra correr no mundo se você nem sequer aprendeu a caminhar nele. 
Plante certezas pra colher segurança. Plante sonhos pra colher realidade. Deixe portas e janelas abertas pra sorte entrar, mas fique alerta, não abrigue passageiros, segure só quem quer ficar. 
Cante, sorria e dance... Rode o vestido, respire e sinta o vento, deixe a chuva te molhar. Deixa o amor chegar, deixa a tristeza partir. Não sustente o que está fraco; desfaça-se da  solidão, quebre a decepção, esqueça as feridas, feche os baús e jogue-os no mar, isso vai te ajudar. Tente! Quanto mais leve estiver, quanto menos peso carregar, mais alto voará e mais longe conseguirá chegar!
Boa sorte, minha amiga. Quando partir me avise, me mande cartas, me diga como está, quero ler sorrisos, vou rir junto e aguardar sua visita. 

Com carinho, Melissa. 


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