
Hoje choveu aqui dentro, no meu coração. Relampejou, quase vira uma tempestade.
O vento soprou tão forte que quase caio em si, quase morro em mim, quase fico sem você.
Fazia tempo que o sol não ia embora e eu já estava acostumada a vê-lo brilhar todas as manhãs,
numa primavera constante na janela do meu quarto.
Era tudo tão côngruo, sempre havia paz e descanso de espírito, até o inverno não passava tão frio e não havia neve que não se derretesse ao calor da euforia de estar bem.
Parecia não anoitecer, nem haver necessidade de chover, a palidez no rosto e a demasia de felicidade estavam me deixando um tanto quanto covarde e pragmática.
Só mesmo uma tempestade violenta para me tirar da zona de conforto, para balançar esse coração seguro e fazer sentir medo de perder alguém.
Porque é exímio em tudo que faz, me fez esmerar em te merecer.
Por pouco não me deixo levar pela insegurança e abro mão da solicitude.
Que bom que você não disse adeus. Que bom que escolheu ficar comigo, apesar de mim.
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