sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Sentir

Eu queria simplesmente sentir...
Sem precisar tentar, sem inventar sentimento, sem pintar amor sobre meus muros.
Eu queria simplesmente sentir...
Sem ter que tomar decisões difíceis, sem ter que abrir mão ou obrigar alguém a fazê-lo, sem desculpas para partir, simplesmente ficar e não mais querer ir.
Eu queria simplesmente ter, sem precisar pedir, e dar sem precisar que me peçam.
Simplesmente amar, e compartilhar. Porque amor exige tempo, requer atenção, precisa ser regado...
Não é prisão, mas prende. E se um quer ser livre o outro não pode ser gaiola.
Amar requer tanta coisa, e tantas coisas eu não tenho.

Decidir

Decidir é sempre uma coisa difícil, é cortar uma das chances, é deixar uma das oportunidades, é abrir mão de algo, sempre.
Costumo comparar decisão com um parto difícil, onde a vida da mãe compromete a do filho, e por mais doloroso que seja alguém tem que partir, o mais sóbrio vai ter que decidir, se não a própria mãe, se vive ou deixa o filho viver.
Pode parecer bem dramático, mas decisão é sempre um campo minado, a escolha errada pode levar o barco a pique.  
Existem escolhas que todos fazemos diariamente, qual roupa vestir, o que comer, onde ir, etc. Mas tem aqueles momentos que uma simples decisão não resolve as coisas, é necessário tempo pra refletir, pesar as consequências, avaliar a situação, e é dessas que eu tô falando.
E quando está nas suas mãos a escolha, é quando o destino de duas pessoas depende tão somente de um sim ou não, é quando você sente que só depende de você, mas você não sabe como... 
Desistir ou tentar, parar ou arriscar, ir ou esperar que venha?
É preciso mais que tempo pra decidir, é preciso sentir. 

sábado, 23 de novembro de 2013

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Loucura e Sanidade

 
Primeiro pensamos em como seria a vida juntos,
decidimos pôr na prática os planos que tínhamos e os sonhos que partilhávamos.
Nos unimos e pela força da natureza concebeste a um lindo ser.
Ele foi gerado, como se partisse de dentro de mim mesmo lhe foi dado a luz.
A luz que o fez conhecer o mundo, que o mostrou os passos por onde outros já houveram de passar. Misticamente os segredos lhe foram revelados até a ultima gota de sangue que sobrara na face pálida de surpresa e desespero.
Dia ruim para aquele pobre ser, o qual não poderia eu mesmo proteger.
Filho de um amor proibido, nascido no meio de uma guerra, intrinsecamente misturado entre a fé e a razão, entre o amor e o perdão, entre as difíceis escolhas de ficar e de partir.
A impossibilidade e a possível chance de ser feliz, tudo se resumia em seu nome.
Guerreiro e mais corajoso que leão, ele combatia as oposições e sempre dentro de muitos conflitos achava a resposta que precisava...
Sanidade era seu nome. Ele estava sujeito a tudo, até a esmorecer. Mas escolheu lutar e não se deixar levar pela loucura dos outros seres, ou pela desordem dos sentimentos. Decidiu guiar seus pais, equilibrando o que parecia estar sempre fora do eixo, juntando-os ao que ele chamava de coração. E foi lá que ele nasceu. E foi gerado. Desde o início de tudo, quando nem sequer existiam dois, ele era um com eles. Fartando-os de liberdade, a loucura em plena sanidade, mostrando o caminho à mente e doces delírios realidade. Porque ilusão é viver, e quanto mais sóbrio, menos óbvio é dom de nascer.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O Amor é egoísta


Quando você já pode olhar sem sentir o friozinho na barriga, quando seu olhar não é de tristeza nem desprezo, apenas de desapego, quando tudo que o outro faz não lhe chama mais atenção, quando nada do que essa pessoa fala não tem mais sentido algum, a presença não incomoda nem mexe, nem nada, nada! Porque é apenas insignificante, irrelevante.
Aí a gente se sente liberta como quando nasce.
As marcas não somem, nem doem, nem nada, nada!
Quando o riso é de alívio e o choro de alegria, quando a falta não é mais de amor e sim de tristeza. A gente se acha plena.
Pena que nem sempre é assim... Você vai e vem e ele não está mais lá pra te fazer lembrar que está liberta e que nasceu de novo, também pra te lembrar que você já não sente, nem se arrepia, nem nada, nada mais.
Apanhei de amor e doeu. Agora não quero mais amar, porque sofrer dói. Como cair num precipício sem para-quedas, quero me jogar na aventura de viver livre.
Nasci só. E é só isso.

Alma de Poeta

Dor no peito e de cabeça,
desce o morro, sobe a serra, esbanja beleza, destila veneno.
Grita a canção, sobra o tempo, pisa o chão, chora.
Explode a raiva, acalma o coração, salta o pé, olha o céu.
Corre, desce a favela, brinca a criança, chama a mãe, hora da janta.

Debaixo do sol a lareira na varanda, a lua linda canta e o vento traz o som
da brisa fria e a maré, maresia.
Ferrugem na grade, segura as pontas, suporta forte a saudade.
Arruma o quarto, ajeita no cabelo o laço, pinta a cara, cheira a flor.
Beija, olha no olho rejeita a dor, dor no peito e de cabeça.

Desapontamento bate, lembra da tristeza e da maldade, volta pra casa, Maria.
Entra no táxi, pega metrô, lancha, lança fora o choro. Engole o bolo e parte.



quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Uma carta para Lili



Ah, minha amiga. Você faz planos, tem sonhos e quer voar. Isso é bom, mas não é viver. Enquanto passa tempo pensando, perde tempo de viver a vida. 
Não vim cortar suas asas, acredite! Tô aqui pra outra coisa. 
Quero te dizer que a gente tem que saber voar, tem que ter noção da altura que quer atingir e direção de onde se quer chegar. Não basta sonhar e ficar imaginando como pode ser, mas também não serve sair a toa, batendo asas sem rumo, sem pensar nos riscos de uma escolha como essa.
Minha flor, gosto tanto de você que não quero te ver morfando, guardando-se em gavetas, se isolando do mundo. Mas também não quero te deixar sair pra correr no mundo se você nem sequer aprendeu a caminhar nele. 
Plante certezas pra colher segurança. Plante sonhos pra colher realidade. Deixe portas e janelas abertas pra sorte entrar, mas fique alerta, não abrigue passageiros, segure só quem quer ficar. 
Cante, sorria e dance... Rode o vestido, respire e sinta o vento, deixe a chuva te molhar. Deixa o amor chegar, deixa a tristeza partir. Não sustente o que está fraco; desfaça-se da  solidão, quebre a decepção, esqueça as feridas, feche os baús e jogue-os no mar, isso vai te ajudar. Tente! Quanto mais leve estiver, quanto menos peso carregar, mais alto voará e mais longe conseguirá chegar!
Boa sorte, minha amiga. Quando partir me avise, me mande cartas, me diga como está, quero ler sorrisos, vou rir junto e aguardar sua visita. 

Com carinho, Melissa. 


Uma carta para Paulo

Querido Paulo, eu sei que já te escrevi outras vezes. E sei que você tem de doce o que eu tenho de insegura, mas não vim falar de mim, por incrível que pareça. 
Primeiro quero te dizer que és como uma pedra rara, algum tesouro valioso, mais que todos os outros comumente são. E que tem um espaçosinho aqui nesse coração que só você sabe preencher, mesmo que não saiba que preenche. 
Você é tão jovem ainda, mas tão experiente e inteligente, não tem que viver se privando de amar. Não tem que fechar a tranca da porta antes de ver quem é que está batendo. Não tem que evitar sofrer, porque assim você sofre do mesmo jeito, só que sem perceber. Não tem que se esconder atrás dos problemas e achar que porque seu pai não te deu, ou dá o devido carinho e atenção que você sempre precisou desde a infância, você não mereça receber de alguém que queira te dar. 
Os anos passam, Paulo. E eu sei que muitas coisas boas já te aconteceram na vida... Lembranças são boas, mas não servem pra estoque. Você tem que se dar conta que daqui a alguns anos não será mais tão jovem assim. Tem que viver mais, e recordar de bons momentos recentes. Renovar pensamentos, reviver presentes, planejar futuros felizes, extremamente felizes! Porque a gente sabe que a vida não é um mar de rosas, e se planejamos voar baixo, ainda mais baixo voaremos. Sonhe Alto, se entregue, se deixe levar... Quando estamos muito alto, os riscos de cair são maiores, mas também sabe-se o quanto já viveu até chegar lá. Ah! e nenhuma queda dói mais que passar uma vida inteira pensando em : "como seria se..."  Deixando as oportunidades passarem e selecionando até o que sentir ou não, quem amar ou não, quem deixar ir ou não. Paulo, meu amigo, se deixe viver.
Eu sempre desejo sorte aos meus amigos, mesmo quando eles iniciam um novo relacionamento. E eu especialmente gostaria de seguir meus próprios conselhos, você sabe bem disso, rs... 
 Te desejo mais que sorte, mais que boas lembranças, mais que "felicidades".
 Te desejo amor, paz e felicidade plena. 
 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Antes

Antes, quando eu pensava em você, não passavam mais que três minutos, e trocávamos mensagens e ligações na madrugada.
E hoje? As coisas mudaram? Claro que sim. Continuo pensando, só que você não me liga mais ou coisa assim... Sinto falta de antes. Mas a vida tem dessas coisas, é sempre inesperada, inédita sempre nos faz perguntar a nós mesmos: "porquê?" ... e ao invés de vir resposta na cabeça, vem é você mais uma vez.



- M.A