Eu começaria essa postagem dizendo que sou a pessoa menos indicada pra tratar desse assunto, mas não começarei assim, rs... Tenho a Bíblia que é meu guia e nela vocês podem confiar. ;)
Andei lendo sobre o assunto e confesso que vi radicalismo por parte de alguns cristãos em relação ao namoro, mas também vi muita liberalidade, o que de fato torna ambos extremos desnecessários e não muito saudáveis.
Então, qual o meu posicionamento sobre tudo isso?
Primeiro quero opinar, ressalvo que é apenas minha opinião, e que você leitor, pode considerar ou não.
Pra mim, "os limites" são pra começo de história definidos no temor à Deus. - Como assim?
O cristão, não encontra na Bíblia respaldo para a prática do namoro. A bíblia trata apenas de casamento e de maneira sucinta, pois tudo que se diz respeito a comportamento e relacionamentos, está englobado na conduta do cristão sobre os alicerces do evangelho. Porém, nos dias de hoje temos a chance de "namorar", e essa é a fase onde conhecemos o outro de uma maneira que na amizade não conseguimos conhecer. Digo na amizade, porque todo "namoro duradouro" (que culmina no casamento), começa em uma boa amizade. Essa fase vai explorar os anseios íntimos de outro, vai descobrir as fraquezas mais profundas, as debilidades e vai se desvendar os intuitos do coração, as intenções que permeiam o relacionamento.
Quais objetivos e expectativas de vida o outro tem para consigo e para com o seu par? Aonde ele quer chegar? quais são seus "limites", nisso também podemos perceber o temor a Deus, os desvios de conduta e caráter, virtudes, pontos fortes e fracos, etc.
Em se tratando de mãos bobas, carícias exageradas, palavras pervertidas e coisas provenientes a isso, eu digo: - Se chegaram até aí, é porque deixaram o temor lá atrás.
Esse tipo de comportamento sempre que acontece, acontece com o consentimento de ambos, embora um sempre tome a iniciativa, isso acaba ultimando no sexo propriamente dito.
É necessário avaliarmos uma coisa em particular, o sexo é o "grande prêmio" do casamento, porque fora todo o romantismo e interesse, casamento é convivência, paciência e doses diárias aprendizado mútuo. Então se uma pessoa já desfruta desse privilégio antes do casamento, quando ele chegar lá, só vai ter que aprender a lidar com toda a parte "ruim" do casamento, com toda a responsabilidade de um compromisso tão sério e com a insegurança de achar que ele/ela já desfrutou ou poderia desfrutar de algo melhor na sua vida sexual. Eu sei que nossos corpos recebem impulsos e foram projetas para isso, mas tudo no tempo certo. Se alimentarmos mais a nossa fé do que os nossos desejos carnais, teremos uma vida plena e cheia da presença de Deus.
Por isso que a Bíblia diz: [Hebreus 13:4] Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém, aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará.
Quem se permite conhecer intimamente só após o casamento, aprende no namoro a lidar com tudo aquilo que vai enfrentar no casamento, porque o namoro é um ensaio. Dando prioridade a isso, ambos se conhecerão melhor e saberão como se portar e como suportar o outro nas situações de conflito, além de usufruir de melhor proteção e prazer, pois estarão seguros numa relação estável e confiável, onde nenhum dos dois possuem outras referências no âmbito sexual.
Descobrirão juntos a satisfação e a verdadeira alegria de se viver juntos, pois já ensaiaram bastante a convivência e agora podem se deslindar no sexo. Certamente chegarão ao casamento com bases firmes e preparados para ter uma relação respeitosa e acima de tudo que agrada a Deus.
"Fugi da fornicação. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que fornica peca contra o seu próprio corpo." [1Coríntios 6:18]